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BANCO BPI, SA

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, SA

NOVO BANCO, SA

BANCO SANTANDER TOTTA, SA

UNION DE CRÉDITOS INMOBILIÁRIOS, S.A., ESTABLECIMIENTO FINANCIERO DE CRÉDITO (SOCIEDAD UNIPERSONAL) - SUCURSAL EM PORTUGAL

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CENTURY 21 Académica

Rua D. João III, nº 12, Loja 10, Bloco 3 - Casal da Eira 3030-329 Coimbra
239 832 222
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Nº Registo Banco de Portugal Banco de Portugal: 0000280

CENTURY 21 Alismédia

Rua Prof. Dr. Egas Moniz, n.º 12, Santo António do Estoril 2765-218 Estoril
217 552 777
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Nº Registo Banco de Portugal: 0000248

CENTURY 21 Arquitectos

Rua Doutor José Luis Araújo, n.º 59 4435-154 Rio Tinto
224 008 810
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Nº Registo Banco de Portugal: 0000440

CENTURY 21 Artéria

Rua Duarte Pacheco Pereira, n.º 24 B/C 1400-140 Lisboa
213 018 203
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Nº Registo Banco de Portugal: 0000174

CENTURY 21 Catisol

Rua Dona Dulce de Aragão nº 9 2605-652 Belas
214 381 011
catisol@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000223

CENTURY 21 Catisol Telheiras

Rua Padre Américo, nº 29 B 1600-864 Lisboa
217 105 000
catisoltelheiras@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000229

CENTURY 21 Colombo

Rua Professor Reinaldo dos Santos, n.º 14 A 1500-506 Lisboa
217 106 180
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Nº Registo Banco de Portugal: 0000347

CENTURY 21 Elite

Rua da Bélgica, 2227 4400-053 Vila Nova Gaia
227 729 927
elite@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000235

CENTURY 21 Falcon

Rua de Cacheu, 7-A 2845-607 Amora
212 221 423
falcon@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000348

CENTURY 21 Fitamétrica

Av. Tomás Ribeiro, nº 45, Loja B 2790 463 Carnaxide
214 200 110
fitametrica@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 163

CENTURY 21 Gikasa

Alameda da Beloura, Edifício 6, Loja 5, 2710-693 Sintra
219 245 844
gikasa@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000160

CENTURY 21 H.M. Pereira

Rua da Agraceira, n.º 101, Quinta da Assemilha 4430-758 Vila Nova Gaia
220 153 835
hmpereira@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000362

CENTURY 21 Horizonte

Praceta D. Nuno Álvares Pereira, n.º 20, 4.º EL 4450-218 Matosinhos
220 993 741
horizonte@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000231

CENTURY 21 House Market

Avenida Miguel Bombarda, n.º 41 A 2700-581 Amadora
214 929 500
housemarket@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000175

CENTURY 21 Imopredial

Rua Padre António Vieira, nº 6 2800-022 Almada
212 725 760
imopredial@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000261

CENTURY 21 Local de Partida

Rua de Macau, n.º 36 2780-019 Oeiras
214 540 600
local.partida@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000437

CENTURY 21 Lusíadas

Estrada da Luz, 104, Loja A 1600-161 Lisboa
217 247 060
lusiadas@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000173

CENTURY 21 Marginal

Rua Manuel Vieira da Rosa, n.º 176 A, Tires, 2785-629 São Domingos de Rana
214 008 138
marginal@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000158

CENTURY 21 Medimaio

Rua Horta de Fanares, n.º 30, Loja direita 2725-326 Mem Martins
219 265 681
medimaio@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000116

CENTURY 21 Nações

Alameda dos Oceanos, Pátio das Pirogas, Lote 4.43.01.AB, Loja nº 30, Expo-Norte 1990-616 Lisboa
218 938 020
nacoes@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000178

CENTURY 21 Nopi

Rua Dr. Feliciano Ramos, n.º 49, São Vicente 4700-378 Braga
253 220 765
nopi@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000220

CENTURY 21 P.M. Paiva

Rua Pedro Costa, n.º 1205 2820-189 Charneca da Caparica
212 970 221
pmpaiva@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 299

CENTURY 21 Pirâmide das Kasas

Avenida Principal, Lote 539, r/c 2975-247 Quinta do Conde
212 137 620
piramidedaskasas@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000085

CENTURY 21 Platina

Avenida Engenheiro Engrácia Carrilho, n.º 26 3510-721 Viseu
232 406 018
platina@century21.pt

Nº Registo Banco de Portugal: 0000323

CENTURY 21 Plaza

Travessa das Cunhas, n.º 37 8800-372 Tavira
281 027 146
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CENTURY 21 Plus

Praça do Milénio, n.º 2 4580-031 Paredes
255 788 540
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Rua Padre António Vieira, nº 6 2800-022 Almada
212 725 760
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Nº Registo Banco de Portugal: 0000168

SAIBA MAIS

O que é um crédito habitação?

Segundo se lê na entidade máxima reguladora em Portugal, o crédito habitação é um contrato de empréstimo da instituição de crédito ao cliente, por um período de tempo previamente estabelecido, utilizado para aquisição, construção e realização de obras em habitação própria permanente, secundária ou para arrendamento, bem como para aquisição de terrenos para construção de habitação própria.

Trata-se de um produto financeiro disponibilizado pelos bancos que serve para os consumidores financiarem a compra de uma casa. Dado o elevado montante que implica, constitui-se geralmente como o maior encargo financeiro na vida de uma família. 

Pode ser solicitado com taxa fixa ou variável e geralmente o prazo máximo é de 40 anos. No que toca às modalidades de reembolso, o empréstimo para comprar casa pode ser realizado com prestações constantes (neste caso, a prestação mensal terá sempre um valor que muito pouco se alterará ao longo do período do empréstimo), carência de capital (tempo durante o qual só se pagam os juros do crédito habitação e a prestação fica mais reduzida) ou diferimento de capital (que permite adiar o reembolso de uma parte do capital em dívida para o final do empréstimo). No entanto, mais importante que tudo é analisar bem o mercado e compará-lo para encontrar o banco com o spread mais baixo.

Como utilizar o simulador de crédito à habitação para encontrar o crédito habitação mais barato?

Através da plataforma do ComparaJá.pt é possível solicitar um empréstimo na instituição que se desejar, recorrendo-se à comparação de todas as ofertas do mercado e constituindo-se uma simulação personalizada sem ser precisa uma deslocação física à instituição financeira. Ao utilizar o nosso simulador de crédito à habitação será necessário selecionar qual o montante de financiamento e o prazo pretendidos, bem como o valor de aquisição do imóvel. Pode fazer uma simulação rápida e recebe diversas soluções diferentes de acordo com o seu perfil. Neste simulador de custos de compra de habitação pode comparar várias ofertas de crédito hipotecário, sobretudo com base na sua TAEG, MTIC, spread e prestação mensal. Ao simular o financiamento do imóvel tem todos estes fatores em perspetiva e pode assim escolher o melhor produto para si.

Para receber propostas vinculativas, terá de nos fazer chegar a documentação exigida pelas instituições bancárias para análise do processo. Depois da avaliação do risco por parte do banco, o pedido de crédito será ou não aprovado. Em caso de aprovação, o banco tem de disponibilizar uma proposta das condições financeiras do financiamento.

De seguida, vem a fase da avaliação do imóvel, que irá determinar a percentagem de financiamento que a instituição financeira estará disposta a assumir. Em conjunto com a análise da documentação enviada, o banco poderá conceder-lhe um crédito habitação com 100% de financiamento.

Finalmente, o último passo corresponde à realização da escritura de compra e venda da habitação no Cartório Notarial ou na Conservatória do Registo Predial.

Quais os requisitos para solicitar um crédito para a casa?

Embora os requisitos para a contratação variem naturalmente de instituição para instituição, é necessário assegurar um conjunto mínimo de condições, até pelo facto de o financiamento de uma casa se tratar de um encargo financeiro muito avultado. Desde logo, quanto mais estável for a situação profissional do devedor, mais fácil é conseguir o financiamento. O mesmo acontece se conseguir arranjar fiadores, pois trata-se de uma garantia para o banco.
Antes de iniciar um processo de solicitação de um empréstimo habitação, verifique se tem conhecimento dos critérios de elegibilidade pedidos pelos bancos nacionais. Estes variam consoante a instituição que disponibiliza o empréstimo, mas os mais comuns passam por ser residente em Portugal e ter idade igual ou superior a 18 anos, entre outros critérios. 

No ComparaJá.pt prestamos o devido aconselhamento para que possa preencher todos os requisitos e reunir toda a documentação necessária.

Qual a documentação necessária?

Quanto à documentação a submeter, certifique-se de que está atual e em ordem. 

Em Portugal, uma inscrição comum de crédito habitação deve fazer-se acompanhar dos seguintes documentos:
Documentos de Identificação (Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade e Cartão de Contribuinte);
Documentação Comprovativa de Rendimentos: 1. Funcionário público ou trabalhador por conta de outrem: fotocópia dos 3 últimos recibos de vencimento, extratos bancários (últimos 3 ou 6 meses), última declaração de IRS e nota de liquidação e declaração da entidade patronal a comprovar o vínculo contratual e a antiguidade na empresa. 2. Trabalhador por conta própria: fotocópia da última declaração de IRS e nota de liquidação, declaração de início de atividade ou certidão de registo comercial e fotocópia dos extratos bancários dos últimos 6 meses. 3. Pensionista: comprovativo da pensão ou fotocópia dos extratos bancários dos últimos 3 meses e fotocópia da última declaração de IRS e nota de liquidação.
Documentação do Imóvel: escritura de compra e venda ou certidão do registo predial e caderneta predial urbana.
Como conseguir uma aprovação no financiamento?
Como é óbvio, os bancos gostam de receber de volta o dinheiro que concedem aos consumidores. Por isso, é lógico que cedam crédito habitação mais rapidamente a pessoas com um bom histórico de pagamentos noutros empréstimos. Quanto mais cumpridor for ao longo da sua vida, maior é a probabilidade de ver o seu pedido aprovado. 

Não deixe o saldo da sua conta à ordem ficar negativo, especialmente se for de forma regular, porque isto pode passar a imagem de que é um cliente inconstante e os bancos não apreciam isto. Mesmo que não tenha culpa de uma situação de desemprego ou de ter levado um corte no ordenado, os bancos privilegiam quem possui uma situação profissional estável, implicando isto que o melhor é ter um contrato sem termo, trabalhar numa empresa financeiramente sólida e estar empregado há muito tempo na mesma. Este é indubitavelmente um fator de análise do risco do cliente. 

Consequentemente, a estabilidade dos rendimentos também tem influência na perceção do banco, uma vez que é importante que os titulares do empréstimo consigam cumprir as prestações mensais, especialmente se houver uma subida das taxas de juro. O ideal é que o encargo mensal com a renda da casa não ultrapasse os 40% do rendimento do agregado familiar. 
Quanto mais elevada for a entrada que der para a casa, maior é a percentagem de financiamento do valor do imóvel que conseguirá (é o chamado rácio Loan-To-Value). Neste sentido, a capacidade de poupança é fulcral.

Em Portugal, uma inscrição comum de crédito habitação deve fazer-se acompanhar dos seguintes documentos:
Documentos de Identificação (Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade e Cartão de Contribuinte);
Documentação Comprovativa de Rendimentos: 1. Funcionário público ou trabalhador por conta de outrem: fotocópia dos 3 últimos recibos de vencimento, extratos bancários (últimos 3 ou 6 meses), última declaração de IRS e nota de liquidação e declaração da entidade patronal a comprovar o vínculo contratual e a antiguidade na empresa. 2. Trabalhador por conta própria: fotocópia da última declaração de IRS e nota de liquidação, declaração de início de atividade ou certidão de registo comercial e fotocópia dos extratos bancários dos últimos 6 meses. 3. Pensionista: comprovativo da pensão ou fotocópia dos extratos bancários dos últimos 3 meses e fotocópia da última declaração de IRS e nota de liquidação.
Documentação do Imóvel: escritura de compra e venda ou certidão do registo predial e caderneta predial urbana.

Como conseguir uma aprovação no financiamento?

Como é óbvio, os bancos gostam de receber de volta o dinheiro que concedem aos consumidores. Por isso, é lógico que cedam crédito habitação mais rapidamente a pessoas com um bom histórico de pagamentos noutros empréstimos. Quanto mais cumpridor for ao longo da sua vida, maior é a probabilidade de ver o seu pedido aprovado. 

Não deixe o saldo da sua conta à ordem ficar negativo, especialmente se for de forma regular, porque isto pode passar a imagem de que é um cliente inconstante e os bancos não apreciam isto. Mesmo que não tenha culpa de uma situação de desemprego ou de ter levado um corte no ordenado, os bancos privilegiam quem possui uma situação profissional estável, implicando isto que o melhor é ter um contrato sem termo, trabalhar numa empresa financeiramente sólida e estar empregado há muito tempo na mesma. Este é indubitavelmente um fator de análise do risco do cliente. 

Consequentemente, a estabilidade dos rendimentos também tem influência na perceção do banco, uma vez que é importante que os titulares do empréstimo consigam cumprir as prestações mensais, especialmente se houver uma subida das taxas de juro. O ideal é que o encargo mensal com a renda da casa não ultrapasse os 40% do rendimento do agregado familiar.
Quanto mais elevada for a entrada que der para a casa, maior é a percentagem de financiamento do valor do imóvel que conseguirá (é o chamado rácio Loan-To-Value). Neste sentido, a capacidade de poupança é fulcral.

Se possível, arranje um segundo titular para o empréstimo. Isto ainda é mais fácil para um casal em que ambos compram casa juntos. Havendo mais do que um titular, é possível diluir o risco. Supondo, por exemplo, que um dos titulares fica sem emprego, assim haverá sempre um segundo para assegurar o esforço dos pagamentos mensais, evitando que se entre em incumprimento. 
Por último, mas não menos importante, é de salientar que a idade conta. Depois dos 25 anos é a melhor fase para solicitar um crédito habitação, pois antes disso geralmente há menos disponibilidade financeira e mais instabilidade profissional e salarial.

Qual a diferença entre taxa fixa e variável?

Num crédito habitação é possível optar pela taxa de juro fixa ou pela taxa variável. 
No caso da taxa fixa, esta é acordada com a instituição financeira aquando do pedido de financiamento e mantém-se constante ao longo do empréstimo, nunca se alterando. 
Já a taxa variável oscila de acordo com um indexante, o que significa que irá sofrer alterações ao longo do período de vida do empréstimo, o que, consequentemente, vai fazer com que a prestação mensal também se modifique. Ou seja, se o valor do indexante aumentar, a taxa aplicável também será mais elevada, enquanto que, se baixar, a taxa também descerá.
Em Portugal, o indexante que normalmente se utiliza é a EURIBOR, que pode ser a 3, 6 ou 12 meses, que se trata precisamente do período findo o qual a prestação é revista (ao fim de 3, 6 ou 12 meses).

Quais as instituições que oferecem crédito casa em Portugal?

Existem essencialmente 18 bancos que disponibilizam: Abanca; Banco Best; EuroBic; Banco BIG; Banco CTT; Banco Popular; Banco Privado Atlântico; Santander; Bankinter; BBVA; BPI; Caixa Geral de Depósitos; Crédito Agrícola; Deutsche Bank; Millennium bcp; Montepio; Novo Banco; UCI (União de Créditos Imobiliários). Todas estas entidades encontram-se registadas no Banco de Portugal.

Quais os tipos de crédito habitação que existem?

Existem diversas finalidades: aquisição (de habitação própria permanente ou secundária para arrendamento ou até destinada a ser casa de férias), crédito para construção (no caso da compra de terrenos que servirão para construir um imóvel), troca de casa (para quem deseja trocar de casa, mas ainda tem um empréstimo habitação a decorrer) e transferência (que serve o propósito de trocar de banco para procurar por melhores condições). 
Note-se que a diferentes finalidades estão associadas condições diversas. Por exemplo, no caso da aquisição de habitação própria permanente para arrendamento, o prazo geralmente não pode exceder os 30 anos e o spread costuma ser mais elevado (o que se afigura normal dado o risco acrescido de possuir um segundo crédito habitação e tendo ainda em conta que a idade dos titulares será mais avançada do que no momento em que compraram a primeira residência).

Quais os seguros necessários?

Quando se compra casa, existem dois seguros que são obrigatórios. Por um lado, o seguro de vida e, por outro lado, o seguro de incêndio, que pode ser ampliado para um seguro multirriscos-habitação.

O seguro de incêndio cobre o risco de danos provocados no imóvel por incêndio e é compulsório em todos os edifícios em regime de propriedade horizontal, tanto na fração autónoma como em todas as partes comuns do edifício (garagem, elevadores e afins). Com este seguro ficam ainda cobertos os danos causados aos bens, seja por fumo, calor, vapor ou explosão que resultem do incêndio. Por extensão, é possível alargar o âmbito de coberturas deste seguro para um multirriscos-habitação. 
Já o seguro de vida, obrigatório na subscrição de um empréstimo habitação desde 2008, prevê as situações de morte ou invalidez permanente do segurado e até, nalguns casos, como coberturas complementares, os casos de desemprego e de acidente.

Como ler a FINE?

De cada vez que se solicita um financiamento, essa proposta tem de vir acompanha da chamada Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE). Este documento é, nada mais, nada menos, do que o conjunto de caraterísticas do contrato de crédito em questão e tem de ser disponibilizado ao cliente, por parte da instituição bancária, antes da celebração do contrato. 
Uma FINE é composta por quatro partes. A primeira parte de uma FINE de crédito habitação é referente à identificação da entidade que concede o empréstimo, apresentando-se a sua denominação, morada e contactos. 
De seguida, devem ser expostas as principais caraterísticas do empréstimo: qual o tipo (habitação, pessoal, automóvel, cartão de crédito e afins), o montante total de financiamento pretendido e o seu prazo, qual a modalidade de reembolso do empréstimo (prestações constantes, diferimento ou carência de capital) e de que forma se pode proceder ao reembolso antecipado (ou seja, que comissões se pagam para amortizar capital antes do tempo). 
Na terceira parte deve estar devidamente exposto o custo do crédito, ou seja, a indicação das taxas de juro aplicadas (TAN e TAE) e das comissões cobradas pelos bancos (comissão de abertura, comissão de avaliação do imóvel, comissão de dossier, comissão de formalização e comissão de processamento de prestação), bem como as despesas notariais. 
Deve ainda constar uma descrição dos direitos do cliente, nomeadamente o de proceder à revogação do crédito num prazo de 14 dias e o de obter uma cópia do contrato para si. 
Finalmente, deve ainda estar apresentado, de forma detalhada, um plano financeiro do empréstimo, que contém, numa tabela, a indicação de todas as prestações mensais até ao fim do prazo do empréstimo, estando ainda discriminados o valor do seguro de vida e do seguro do imóvel, os juros a pagar, o valor do capital em dívida e o total de encargos correspondente ao montante total imputado ao consumidor (que é o valor final que se vai pagar pelo empréstimo).

Como garantir que não falha nenhuma prestação da casa?

Entrar em incumprimento no empréstimo para comprar casa é uma situação indesejável para qualquer devedor. Caso falhe alguma mensalidade, e da primeira vez que isso acontecer, o banco tem 15 dias para entrar em contacto consigo. Entre o 31º e o 60º dia após o incumprimento, o caso é integrado no PERSI (Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento), que visa chegar a um acordo entre o banco e o cliente. 

Após 30 dias a seguir ao processo dar entrada no PERSI, o cliente recebe uma proposta da instituição financeira para regularizar a dívida, seja através do alargamento do prazo ou até recorrendo à carência de capital ou ao diferimento de capital. 

A falha de todas estas estratégias culmina na entrega da casa ao banco. No entanto, existe sempre maneira de evitar que tal aconteça. Especialmente se houver outras dívidas, pode recorrer-se ao crédito consolidado, que junta todos os créditos de um devedor num só e permite reduzir significativamente a prestação mensal. Existe ainda a hipótese de renegociar o spread com o banco ou, em última instância, transferir o crédito para comprar casa para outra instituição que ofereça melhores condições.

O banco pode alterar o spread no crédito hipotecário a meio do contrato?

É uma prática pouco comum, mas que acontece em certas e determinadas situações. Uma das ocasiões em que o spread pode mudar, e até beneficiar o cliente, é quando este concorda em transferir o crédito habitação para outro banco a meio do período contratual. Aliás, o nosso simulador de crédito imobiliário permite analisar esse tipo de situações.

No entanto, existem muitas situações em que, ao negociar o empréstimo para comprar casa, o cliente aceita um spread mais reduzido e em troca subscreve um produto do banco. Se o cliente abandonar esse serviço, o spread pode ser agravado pela entidade financeira. No caso das hipotecas em Portugal é comum tal acontecer no seguro de vida associado ao crédito habitação, quando o cliente quer mudar este produto para outra instituição. O melhor mesmo é, antes de pensar em efetuar mudanças no seu crédito habitação, recorrer ao nosso simulador de financiamento imobiliário para ver qual é o banco que oferece o spreadmais baixo.

No crédito imobiliário paga por amortizar um empréstimo?

Sim, há um custo por amortizar, mas depende da modalidade do seu empréstimo habitação. No crédito habitação a taxa fixa, o custo desta comissão pode chegar aos 2% do valor que vai pagar. Se o seu crédito hipotecário for de taxa variável pode esperar uma taxa de 0,5% sobre o valor reembolsado.

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